



Rua Comendador João Vaz, s/nº - Centro
Telefone: (012) 3111-1499
e-mail: museufrancisoveloso.cunha@gmail.com
FRANCISCO VELOSO
Professor João José de Oliveira Veloso
Historiador e Fundador do Museu
Baluarte da História e do Patrimônio de Cunha
In Memoriam

O Trabalho da Mulher na Revolução de 1932
Mães, esposas, donas de casa. Colocadas sob segundo plano quando se trata da história das guerras, mais de 72 mil mulheres provaram sua importância e o valor de seu legado em 1932, um dos maiores movimentos armados da história do Brasil.
Capítulo ainda recente escrito nas páginas tupiniquins, a Revolução Constitucionalista de 1932 contou com a participação feminina no desempenho de funções como enfermeiras, costureiras e cozinheiras. Enquanto os homens lutavam bravamente nas trincheiras, elas trabalhavam nas indústrias bélicas e também auxiliavam nas tarefas referentes ao suporte logístico.
Algumas mulheres, porém, também alçaram o posto de heroínas da revolução por assumirem a frente de batalha. Outras tantas, que prestaram grandes serviços a soldados e às famílias dos combatentes, com seu apoio, são as valorosas mãos invisíveis que carregaram com bravura os fardos do confronto

.png)

Maria e seu irmão, Antônio Sguassábia

Maria Sguassábia na trincheira

MARIA SOLDADO
​
Maria José Bezerra, conhecida como Maria Soldado, marcou a passagem feminina pela Revolução de 1932 e virou símbolo por também ter combatido nas trincheiras. Vinda de Limeira/SP, Maria Soldado alistou-se, passou-se por homem e lutou arduamente pela causa. Só foi descoberta como mulher após combater na linha de frente e ser ferida.
Sobre a mulher lutadora e sua causa, edição de 5/9/1932, do jornal A Gazeta dizia:
"Uma mulher de cor, alistada na Legião Negra, vencendo toda a sorte de obstáculos e as durezas de uma viagem acidentada, uniu-se aos seus irmãos negros em pleno entrincheiramento na frente do sul, descrevendo a página mais profundamente comovedora, mais cheia de civismo, mais profundamente brasileira, da campanha constitucionalista, ao desafiar a morte nos combates encarniçados e mortíferos para o inimigo, MARIA DA LEGIÃO NEGRA! Mulher abnegada e nobre da sua raça."
CARLOTA PEREIRA DE QUEIROZ
​
Carlota Pereira de Queiroz nasceu em 13/2/1892, em SP. Mulher moderna, avessa às limitações sociais da época, veio de uma família abastada de fazendeiros pelo lado do pai e de uma família de políticos do lado da mãe.
Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Turma de 1926), mas sua grande contribuição ao corpo feminino e às lutas da época foi sua projeção na política paulista, durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Ela organizou um grupo de 700 mulheres e junto com a Cruz Vermelha deu assistência aos feridos na guerra. Esse trabalho serviu de incentivo para uma vida pública, e, em 1934, foi a primeira mulher eleita deputada Federal no Brasil.
